O Crescente Mercado para Mulheres

Até pouco tempo atrás, filmes, desenhos, jogos, tinham como base, heróis que salvam mulheres e princesas, na grande maioria do tempo, correto? A imagem da donzela indefesa precisando ser resgatada, sempre esteve muito presente no cinema e televisão.

Além disso, muitas vezes o que determinava a produção era ter muita luta, pancadaria e sangue... que parecia não ser algo muito atrativo para mulheres. E taxavam como “para mulheres” filmes românticos e comédias românticas.

Equipes de combate, super heróis, policiais, até poderiam por hora ter a presença de uma ou outra lutadora, oficial, policial, mas daí ter um mercado direcionado para atender meninas e mulheres, parecia ser muito longe de se tornar realidade. Parecia.

A visão sobre o mercado para mulheres e meninas, mudou quando as polêmicas geradas por ausência de importantes figuras femininas do Universo Cinematográfico Marvel vieram à tona, como as personagens:

  • Ausência de Gamora de Guardiões da Galáxia, na divulgação dos produtos derivados do filme
  • Viúva Negra, umas das personagens principais de Vingadores: Era de Ultron, não aparecer na linha de brinquedos do filme
  • Feiticeira Escarlate sendo completamente ignorada no merchandising das empresas.

Star Wars, O Despertar da Força, também gerou uma movimentação. Sua linha de brinquedos que havia dado pouca importância a personagem Rey (por sinal a protagonista do filme), teve que rever a produção dos seus produtos, que rapidamente esgotaram nas vendas. Outra crescente foi o sucesso de vendas com as action figures de DC Super Hero Girls.

Inclusive, com a baixa nas vendas da Barbie, essa linha, pode voltar a alavancar as vendas da Mattel, que foi atrás de conhecer melhor o público e percebeu que as meninas já compram cerca de 9% dos bonecos articulados, embora a maioria dos filmes, programas de TV e brinquedos não seja feita pensando nelas.

Outra vertente que mulheres estão ganhando forças, são os Games. No Brasil, Mulheres são 52,6% do público que joga games, como já acusou uma pesquisa.

A questão da representação da mulher pode parecer, aos olhos de muitos, mais um tópico feminista entre tantos, mas para nós – as mulheres – é muito mais do que isso. Representação é identificação e isso importa também para os mais jovens, que se encontram em uma fase de construção de caráter. Para uma criança, a identificação com um personagem inspirador pode ser a chave do seu sucesso futuro e isso importa em qualquer mídia.

Texto: Renata Bez Birolo Lopes

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